Desemprego na pandemia registra queda, mas ainda afeta 590mil pessoas

Tue, 01 Dec 2020 11:55:21 -0300 / 0 Comentários

Taxa de desocupação passou de 11,1% para 10,1%, em outubro, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (1º). Estado possui a quinta menor taxa do Brasil, segundo o balanço.

O desemprego diante da pandemia caiu em outubro no Paraná, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (1º). Segundo a pesquisa, 590 mil pessoas estão desocupadas no estado.
No Brasil, o desemprego atinge 13,8 milhões de pessoas, o que representa uma taxa de 14,1%. O número é o novo recorde da série.
Desemprego diante da pandemia bate novo recorde em outubro, aponta IBGE
O Paraná possui a quinta menor taxa do Brasil, ficando atrás de Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Veja no gráfico abaixo.
Os números do mercado de trabalho representam o total de habitantes com mais de 14 anos de idade.

Afastamentos e home office
O levantamento aponta ainda que 113 mil pessoas estavam afastadas do trabalho em outubro por causa do distanciamento social. Em setembro, 140 mil pessoas estavam afastadas.
O maior número de afastamentos foi registrado em maio, atingindo 541 mil trabalhadores.
Além disso, a pesquisa indicou que outros 441 mil trabalhadores estavam trabalhando remotamente, em outubro.
O dado referente ao mês é o menor da série, iniciada em maio. O pico de paranaenses em home office foi registrado em junho, quando 504 mil trabalhadores estavam no regime.
Renda
O rendimento médio dos trabalhadores ocupados no Paraná ficou em R$ 2.386, em outubro. O ganho foi de R$ 7 na comparação com setembro. Apesar disso, é o maior desde o começo da série. Em maio, a média estava em R$ 2.180.
Por outro lado, o rendimento médio de pessoas que recebem o Auxílio Emergencial caiu de R$ 853, em setembro, para R$ 717 em outubro.
De acordo com o IBGE, o Paraná também registrou queda de domicílios onde ao menos um morador recebia o benefício, passando de 1,39 milhão, em setembro, para 1,35 milhão, em outubro.
A pesquisa
O levantamento foi feito por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19.
A pesquisa é uma versão da Pnad Contínua e feita com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.
Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, os dados Pnad Covid-19 não podem ser comparados aos da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, por causa da diferença na metodologia.
g1 PR