Ex-prefeito e mais sete condenados por corrupção (PINHALZINHO)

Tue, 10 Sep 2019 12:19:03 +0000 / 0 Comentários

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) condenou pelo menos oito pessoas por corrupção. Entre elas, está o ex-prefeito de Pinhalzinho, Anacleto Galon, e um empresário. Eles são acusados de fraudar concursos públicos e licitações no município. O caso foi descoberto ainda em 2008 durante a Operação Gabarito.

Segundo o MPSC, a empresa, que não teve o nome divulgado e que é de propriedade de um dos condenados, venceu uma licitação para realizar um concurso público de Pinhalzinho em 2007. Logo depois, Galon, que era prefeito na época, acompanhado de um assessor de planejamento municipal, pediram a empresa que manipulasse o resultado da prova, sendo recompensada pela ação com mais uma licitação para o ano seguinte. A empresa teria aceitado a proposta e os candidatos escolhidos chamados à Prefeitura para assinar gabaritos em branco, para posteriormente serem preenchidos com as respostas corretas.

Em 2008, a Prefeitura cumpriu com sua parte do acordo e fraudou uma licitação para que tal empresa fosse vencedora, com um orçamento de R$ 7.870 mil. Novamente o prefeito, junto com o assessor, com o secretário de Saúde e o superintendente da Fundação Municipal de Esportes, indicaram quem deveria ser aprovado. Desta vez, uma candidata à vaga de enfermeira, através da irmã, prometeu ao empresário o primeiro salário em troca da aprovação. O cunhado da candidata também interferiu em favor dela.

O ex-prefeito, o empresário, o assessor, o secretário de Saúde e o superintendente foram condenados por corrupção passiva e falsidade ideológica. Já o empresário e o assessor receberam pena de sete anos e seis meses de prisão. Galon, de sete anos e dois meses de prisão. Os demais, de seis anos e oito meses de prisão. Todos no regime semiaberto.

A candidata à vaga de enfermeira e os familiares dela tiveram a pena substituída pela prestação de serviços comunitários e o pagamento de dois salários mínimos cada um. Eles foram condenados por corrupção ativa.

O grupo recebeu pena de dois anos e oito meses de prisão em regime aberto e prestarão os serviços na proporção de uma hora a cada dia de condenação.

Portal Tri, com informações MPSC