Menina de 5 anos ajuda seu irmão, 4, diagnosticado com câncer, enquant

Tue, 10 Sep 2019 12:10:32 +0000 / 0 Comentários

Como qualquer menina de 5 anos, Aubrey Burge poderia estar brincando, jogando bola, correndo, nadando, pulando. Mas ela optou por ficar ao lado de seu irmão, Beckett, 4, e confortá-lo, enquanto ele vomitava após uma sessão de quimioterapia. O clique, feito pela mãe das crianças, Kaitlin, 28, foi feito em janeiro deste ano, mas compartilhado agora na internet. Beckett foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, um tipo de câncer infantil. Kaitlin escreveu que decidiu postar a foto para lembrar da importância da família em momentos difíceis.

Ela conta que a pequena ficou o tempo todo ao lado do irmão, enquanto ele passava mal no banheiro, massageando suas costas. Ela ainda o ajudou a lavar o rosto e as mãos, o levou de volta para o sofá na sala, e se ofereceu para limpar o banheiro, segundo a mãe. "Ela não sabia o que estava acontecendo, mas ela sabia, por experiência própria, que quando ela estava doente, esfregávamos as mãos nas suas costas e a ajudávamos. Então, ela repetiu o gesto com o irmão. Ela massageava as costas dele e dizia para que ia ficar tudo bem, além de limpar seu rosto e lavar suas mãos", diz. "Ela ainda me perguntou se podia limpar o banheiro, mas eu disse para ela ir se sentar, porque aquilo não era trabalho para ela", completa.

"Uma coisa que ninguém te conta sobre câncer infantil é que ele afeta a família inteira. Você sempre escuta sobre as dificuldades médicas e financeiras, mas com que frequência você ouve sobre os apertos que as famílias que têm outras crianças vivem? Para alguns, isso pode ser difícil de ler e ver. Meus dois filhos, com 15 meses de diferença de idade, foram de brincar juntos na escola e em casa para se sentar juntos em um quarto frio de hospital. Minha menina, então com 4 anos, viu seu irmão ir de uma ambulância para a UTI. Ela viu uma dúzia de médicos colocarem uma máscara no rosto dele, colocar várias agulhas, colocar uma dúzia de medicamentos no corpo dele, tudo enquanto ele estava ali, deitado, sem poder fazer nada. Ela não tinha certeza do que estava acontecendo. Tudo o que ela sabia era que algo estava errado com o irmão dela, com seu melhor amigo", escreveu Kaitlin.

Beckett foi liberado do hospital pouco mais de um mês depois, mas voltou para casa bem diferente. Ele, que antes não parava, era vivo, cheio de energia, estava quieto, sonolento, enjoado. "Ele nunca queria brincar. Ela não entendia como ele podia andar antes disso, mas agora não conseguia nem ficar em pé sem ajuda. Ela não entendia porque ele precisava de tantos tratamentos. Para ela, era algo especial que ele tinha e e la não", lembra.

Katlin explicou ainda por que deixou a menina acompanhar parte do que aconteceu com o irmão, mesmo sendo tão pequena. "As crianças precisam de apoio e de companheirismo e não devem ser mantidas à distância de quem está doente. O mais importante é mostrar que eles estão sendo cuidados, independentemente da situação. Ela passou a maior parte do tempo ao lado dele, no banheiro, enquanto ele estava vomitando. Ela ficou com ele, o apoiou e tomou conta dele", explica.

O menino já apresentou melhoras, mas deve continuar em tratamento por mais dois anos. Aubrey e Beckett têm ainda uma irmã mais nova, Chandler, 2 anos.

Com informações: Crescer/G1